




Fotos: Dvulgação Brasília Ambiental/DF
O Instituto Brasília Ambiental promoveu neste sábado (7), a inauguração da Trilha de abelhas nativas sem ferrão, no Parque Ecológico Tororó, localizado na Região Administrativa do Jardim Botânico (RA-XXVII). O projeto, idealizado por agentes de Unidades de Conservação, tem o objetivo de conscientizar a comunidade quanto ao relevante papel, desempenhado por esses insetos, para a manutenção da flora do Cerrado.
Durante a abertura do evento, o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, enalteceu o trabalho em conjunto para a concretização do projeto. “Agradeço a todos que se empenharam, sobretudo os agentes de parques, os brigadistas e os frequentadores, em uma grande parceria, para a consolidação desta trilha. Precisamos sempre de mais pessoas envolvidas em ações ambientais, semeando novas ideias, protegendo a natureza”, disse.
“Este projeto não apenas educa sobre a importância dos agentes polinizadores, mas também demonstra que juntos, podemos cultivar um futuro mais sustentável, valorizando o que a natureza nos oferece e protegendo nossas riquezas naturais", comentou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
Além do dirigente da autarquia, a inauguração contou com a presença do superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água, Marcos Cunha; dos agentes de Unidades de Conservação e Parques, Francisco Maciel e Wilson Silveira; do extensionista rural da Emater/DF, Carlos Morais; da presidente da Associação de Produtores de Baunilha do Cerrado no Distrito Federal, Anajulia Heringer; do instrutor de meliponicultura Geraldo Lira; do presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), Livino Silva e da subcoordenadora de projetos do Movimento Comunitário do Jardim Botânico, Luana da Mata.
O agente de Unidades de Conservação e Parques Francisco Maciel, que elaborou o projeto juntamente com o seu colega de trabalho Wilson Silveira, falou mais um pouco sobre: “Esse pequeno caminho faz parte da trilha da biodiversidade do Parque Ecológico do Tororó. Nela observamos a cultura de algumas espécies de abelhas sem ferrões, a exemplo da Jataí, Mandaçaia e Uruçu-Amarela. Há também as abelhas solitárias, que prestam relevantes serviços ao bioma do Cerrado”.
Maciel acrescentou, ainda, que a trilha é composta por um viveiro de orquídeas baunilhas do Cerrado, que fazem conexão com as abelhas que as polinizam. “É um momento interessante, pois demonstra a função de proteção e preservação exercido pela Unidade de Conservação e estabelece uma ligação com a sociedade mostrando o que há de belo neste bioma”.
Os participantes do evento percorreram o trajeto explicativo de 125 metros onde puderam observar atentamente a criação de variadas abelhas sem ferrão, as suas características e hábitos, entre elas, Mirim-droriana, Marmelada e Lambe-Olhos. E, também, as espécies de baunilhas: Baunilha-banana, Baunilha do Cerrado, Baunilha-Pheantha e a comum.
Ao final do passeio, foi realizada a Oficina de Manejo das Melíponas (abelhas nativas sem ferrão), com o instrutor Geraldo Lira, na qual, o público presente aprendeu sobre como proceder e resguardar a presença desses insetos, práticas com iscas, demonstração dos diversos tipos de caixas para criação, limpeza e manutenção, entre outros.